Sessão Cultural
A Sessão Cultural foi concebida como parte do projeto Vozes da Igreja com a finalidade de aproximar a música religiosa da música popular, bem como, ser um espaço de reflexão literária. Esta iniciativa tem fundamento na valorização da cultura e das expressões do povo nas mais diversas realidades e costumes das diferentes regiões do país. A música e a literatura se unem em um mosaico coeso de conhecimento, cultura e criação da arte e da vida.
PROGRAMAÇÃO
DIA 10 DE NOVEMBRO, ÀS 22H, COM TRANSMISSÃO AO VIVO PELA TV APARECIDA.
CONVIDADOS

Aline Silva
Em Cachoeira Paulista, interior de São Paulo, uma menina se emocionava cada vez que ouvia Clara Nunes no toca discos nas festas de família. "Ela me transmitia uma grande felicidade. Descobri que queria passar o mesmo para as pessoas." Aline começou a cantar na igreja aos 14 anos e, desde então, a paulistana nascida em 18 de dezembro de 1981 não mediu esforços para realizar seu sonho. Convidada a integrar uma banda que tocava na noite, teve que ampliar o repertório composto por músicas de igreja, sambas e grandes compositores populares, como Roberto Carlos, que ouvia em casa. Aprendeu a cantar inglês e descobriu a MPB. Criada ao lado de grandes mulheres - mãe, irmã, tias, avó e bisavó - Aline deixou Cachoeira e foi morar sozinha em Taubaté para cursar Artes Cênicas. Para se manter, trabalhou como empregada doméstica e vendedora. Lembra do conselho de Fernanda Montenegro durante um workshop: "Quer ser atriz? Então, desista! Agora, se você quer muito, mas muito mesmo ser atriz, então terá que ir trabalhar muito!". Foi o que Aline fez para se tornar uma intérprete. Resultado de seus aprendizados, em 2002, aos 20 anos, foi selecionada para integrar o grupo Rouge, que lhe apresentou para o Brasil. Entre as gravações, apresentações, entrevistas, viagens, fez curso de dublagem e, há um cinco anos, estudo flamenco. Essa estrada só lhe reafirmou que cantar é o que mais a faz feliz. E em 2009 estréia sua carreira solo. "Quero passar prás pessoas aquela sensação de felicidade. Colocá-las para dançar, se divertir...e namorar bastante também. antar músicas que me emocionem, me alegrem e falem de coisas que eu gostaria de dizer. Quero que meu canto faça parte da vida das pessoas". Nas raízes do nosso samba, Aline encontrou seu lugar e se prepara com toda energia em participações e shows "esquenta" para o lancçamento de seu primeiro CD solo em Maio. 2009 começa e Aline Silva se revela em "SAUDADE DO SAMBA"
Caju & Castanha
Com a separação dos pais, Caju, com 09 anos e Castanha, com 5 anos, iniciaram sua carreira quando ainda meninos. Freqüentavam feiras e praças do Recife cantando “côco” e “embolada”. Batendo pandeiros feitos de lata de marmelada e, correndo o pandeiro (bandeja) para arrecadar alguns trocados, tornaram-se assim arrimo de família com mãe e mais dois irmãos menores. Com muitas dificuldades, nessa caminhada da vida, viajaram o Brasil todo, cantando e improvisando, até chegarem ao seu primeiro disco, em 1975. Neste disco houve a participação de Elba Ramalho e Zé Ramalho, que acreditaram no futuro dos artistas. De lá para cá, gravaram 18 discos (vinil e cd) com a autêntica cultura de raiz nordestina. Foram os primeiros a modernizar a “embolada” que antes era só no pandeiro e hoje é feita com novos arranjos com a introdução de instrumentos como sanfona, bateria, guitarra, percussão, baixo, teclado, etc. Participaram, com 5 e 9 anos de idade, do filme dirigido por Tânia Quaresma, “Repente, Cordel e Canção”. Durante 9 anos fizeram o programa “Som do Brasil”m com Rolando Boldrim e Lima Duarte, na rede Globo de Televisão. Também já se apresentaram em diversos programas de televisão, entre eles: Programa do Bolinha (Bandeirantes), Faustão (rede Globo), Fantástico (Rede Globo), Flávio Cavalcante (Bandeirantes, Especial Sertanejo com Marcelo Costa (Rede Record), Irmão Caminhoneiro (SBT), Sabadão (SBT) , Domingo Legal (SBT), Pegadinha do Gugu (SBT), Programa do Ratinho (SBT), Ensaio (TV Cultura) com Fernando Faro e Bem Brasil (TV Cultura). Em 1993 estouraram no Brasil central com a música “ Melo da CPI”, “Ladrão Besta/Ladrão Sabido” – uma sátira ao governo Collor. Em 200 participaram do “Rock in Rio”, com grande aceitação da música “Forro Mangue”. Realizaram, ainda, vários trabalhos de cultura popular para diversas faculdades do Brasil como a UNICAMP (universidade de Campinas) e USP ( Universidade de São Paulo) e muitos documentários para o cinema e a televisão da França e da Alemanha. São considerados como a “dupla de Emboladores mais conhecida do Brasil”, dos últimos vinte anos. Seus seguidores os chamam de “inovadores da Embolada”, sendo muito bem recebidos pela população em geral, pelos críticos, professores de faculdades, etc. Com o recente falecimento de Jose Albertino, aos 39 anos, entrou para a dupla o seu sobrinho, Ricardo Alves da Silva, de Jaboatão (PE), o que deu nova performance musical à dupla. CRONOLOGIA DA DUPLA Caju & Castanha, em 2002, foram indicados para o Grammy Latino! A dupla de emboladores Caju & Castanha foram indicados em 2003 para o Grammy Latino na categoria Melhor Álbum de Música Regional, com o cd “Andando no Coletivo”. Caju & Castanha fizeram uma participação no cd dos cantores Lenine e Alexandre Pires. Em 2003, com o lançamento do novo cd “Recado a SP”, foram novamente indicados. Ganharam em 2004 e em 2005 os maiores prêmios entregues à artistas brasileiros - o Prêmio Tim e o Prêmio Multi Show (Rede Globo) Em 2005 viajaram numa turnê para França, Inglaterra e Alemanha, com muito sucesso. Foram convidados, pela Rede Globo de Televisão, para participarem da trilha sonora do seriado “Cidade dos Homens” Em maio/2005 participaram, em São Paulo, de um show comemorativos do dia 1º de maio, reunindo mais de um milhão de pessoas. Em Abril/2006 participaram do Festival de Montreux, na Suécia
Suzana Nascimento
É formada em Teatro, pela Cal/ RJ, e em Produção Cultural pela UFF/Niterói, além de pesquisar a linguagem cênica desde 1993. Desde então, atua como atriz, diretora e/ou roteirista de espetáculos teatrais; Mineira, filha de contadores de “causos”, iniciou em 2000 um aprofundamento sobre as narrativas e o papel do contador de histórias, a partir do encontro com o mestre Francisco Gregório Filho. Entre 2002 e 2007, trabalhou no CCBB/Educativo, onde desenvolveu - junto a profissionais de artes-plásticas, literatura, teatro, música, filosofia, museologia e cinema - uma linha de atuação interdisciplinar em arte-educação. Dentro dessa equipe, que já recebeu o Prêmio Personalidade Educacional 2004, participou ativamente da formação de um grupo de contadores de histórias e foi idealizadora da ação Histórias para adulto não dormir. Durante esse período, pesquisou e contou mais de 20 contos; Realizou trabalhos em outros espaços, como escolas, livrarias, teatros, museus, galerias de arte e projetos sociais, além de ter se apresentado em eventos como Bienal do Livro/RJ e Simpósio Internacional de Contadores de Histórias - Sesc/ RJ. Escreve e conta histórias destinadas ao público infanto-juvenil, com destaque para o conto Invadiram o país das obras de arte, acolhido pelo Prêmio Projéteis de Arte Contemporânea – Funarte; Recentemente apresentou-se no programa ABZ do Ziraldo (que vai ao ar em julho de 2009 na TV BRASIL), no projeto Caminhos dos Museus (MAC), e na peça Don Juan, dirigida por Thierry Trémouroux.; Ministra a oficina de contadores de sua autoria: Como o tempo passa quando a gente conta histórias.
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